quinta-feira, julho 31, 2014

Santificação: Quando vou deixar de pecar?

O termo santificação e palavras associadas (santificado, santo, santidade, consagrado, consagração, santos) são usados de maneiras diversas nas Escrituras. Num certo sentindo, ser santificado significa ser separado do mundo – não para salvação, mas para os privilégios e responsabilidades especiais de uma relação de aliança com Deus (1Co 7:14; Hb 10:29). Em outro sentido, a santificação é o estado de estar permanentemente separado para Deus visando à salvação. Essa santidade flui da cruz onde, por meio de Cristo, Deus nos comprou e nos tomou para si (At 20:28; 26:18; Hb 10:10). Em outro sentido ainda, a santificação é a consagração dos cristãos pela qual sua vida é transformada ao longo do tempo de modo a se conformar à semelhança de Cristo. Essa santificação progressiva ou moral, como é chamada, flui da obra do Espírito Santo. Deus chama todos os seus filhos a buscarem santificação e lhes provê o poder do Espírito para que obedeçam a esse chamado (Rm 8:13; 12:1-2; 1Co 6:11, 19-20; 2Co 3:18; Ef 4:22-24; 1Ts 4:4; 5:23; 2Ts 2:13; Hb 13:20-21). Essa santificação é voltada para o padrão da lei moral de Deus e esclarecida e exemplificada pelo próprio Cristo.
Os teólogos reformados costumam considerar esse terceiro sentido. Quando usam o termo santificação, estão se referindo à transformação contínua dos cristãos que resulta numa vida justa. A regeneração é o nascimento; a glorificação é o objetivo final; a santificação é o crescimento da regeneração para o objetivo da glorificação. Na regeneração, Deus instila no coração do cristão um desejo por Deus, pela santidade e pela santificação e glorificação do nome de Deus neste mundo. Também instila no seu interior um desejo de orar, adorar, amar, servir, honrar e agradar a Deus, de demonstrar amor e fazer o bem a outros. Na santificação, o Espírito Santo “efetua em [nós] tanto o querer como o realizar, segundo a boa vontade [de Deus]“ (Fp 2:13), e impele todos os cristãos a desenvolverem a sua salvação (Fp 2:12) atendendo a esses novos desejos. Os cristãos são predestinados “para serem conformes à imagem de [Cristo]“ (Rm 8:29), e essa conformidade ocorre, até certo ponto, ainda nesta vida terrena. Paulo descreve esse processo como ser “transformados, de glória em glória, na sua própria imagem” (2Co 3:18). Portanto, a santificação é o início da glorificação que se completará quando Cristo trouxer os novos céus e nova terra (1 Co 15:49-53; Fp 3:20-21).
Na teologia reformada tradicional, a regeneração é um ato instantâneo de Deus que desperta aqueles que estão espiritualmente mortos. É uma obra realizada exclusivamente por Deus que efetua o novo nascimento. A santificação por outro lado, é contínua e requer a nossa cooperação. É um processo pelo qual pessoas regeneradas, vivificadas para Deus e livres do domínio do pecado (Rm 6:11, 14-18), devem se esforçar em obediência contínua mediante a dependência consciente do Espírito de Cristo. Paulo descreve a santificação como um esforço humano quanto como uma obra divina. Por exemplo, o apóstolo reconhece o seu próprio esforço quando diz “prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3:12). Perto do fim de sua vida, ele declara, “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4:7). No entanto, Paulo também adverte os gálatas: “Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?” (Gl 3:3) e rejeita qualquer ideia de que somente o esforço humano é suficiente para a santificação, declarando, “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20). Cientes de nossa impossibilidade de fazer o que é preciso sem a capacitação de Cristo e sabendo que ele está pronto para nos fortalecer para esse fim (Fp 4:13), devemos depender conscientemente do seu Espírito de modo a recebermos poder para todos os nossos esforços (Cl 1:11; 1Tm 1:12; 2 Tm 1:7; 2:1).
Apesar da orientação do Espírito, os verdadeiros cristãos experimentam conflitos interiores. O Espírito sustenta os seus desejos regenerados, mas a sua natureza humana decaída ainda não foi destruída e os desvia constantemente da prática da vontade de Deus (Gl 5:16-17; Tg 1:14-15). Esse conflito continuará enquanto os cristãos estiverem nesta vida. No entanto, ao vigiarmos e orarmos contra a tentação e cultivarmos virtudes que nos auxiliem em nossa batalha, poderemos, co ma ajuda do Espírito, experimentar muitos livramentos e vitórias específicas nos nossos confrontos com o pecado.
Essas vitórias não tornam o cristão merecedor da salvação. Nosso mérito diante de Deus vem de nossa justificação somente pela fé pela imputação da justiça de Cristo (Rm 4:1-4). Apesar de não podermos jamais nos esquecer que o nosso único mérito diante de Deus é a justiça que recebemos de Cristo, devemos atentar para as palavras do autor de Hebreus: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14).

Fonte: Bíblia de Estudos Genebra - Notas de rodapé - pag. 1638.

domingo, julho 20, 2014

Exposição de Efésios 1:4 - William Hendriksen

4. Paulo prossegue: "assim como nos elegeu nele antes da fundação
do mundo."

A Eleição

(1) Seu Autor

O Autor é “o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo”, como já indicamos
(ver exposição do v. 3). Certamente que isso de modo algum invalida
o fato de que todas as atividades que afetam as relações extratrinitárias
podem ser atribuídas ao Pai, Filho e Espírito Santo. Não
obstante, conforme demonstrado aqui, é o Pai que tem a liderança na
obra divina da eleição.

(2) Sua Natureza

Eleger significa tomar ou escolher algo de (para si mesmo). Embora
a passagem mesma não indique de forma definida a massa de objetos
ou indivíduos dentre os quais o Pai elegeu alguns, não obstante
esse imenso grupo fica claramente definido pela cláusula que denota propósito:
“para que fôssemos santos e irrepreensíveis perante ele.”
Conseqüentemente, a imensa massa de indivíduos, dentre os quais o Pai
elegeu alguns, é aqui vista como destituída de santidade e desprezível.
Esta interpretação se ajusta ao contexto. Ela supre uma das razões (ver
Síntese no final do capítulo para mais razões) por que a alma do apóstolo
está saturada de tal arrebatamento, que ele diz: “Bendito (seja) o Deus e
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que ... nos elegeu.” Ele nem tenta
explicar como foi possível Deus fazer isso. Apenas compreende que,
quando os homens são confrontados com a manifestação da espantosa
graça divina, a única resposta justificável é adoração, e não explicação.

(3) Seu Objeto

O objeto somos “nós”, não a humanidade toda. O pronome “nos”
deve ser entendido à luz de seu contexto. Paulo está escrevendo “aos
santos e crentes” (v. 1). Ele diz que o Pai “nos” tem abençoado, isto é,
“aos santos e crentes” (aqui com especial referência aos de Éfeso),
inclusive Paulo (v. 3). Portanto, quando o apóstolo prossegue, dizendo:
“assim como nos elegeu”, este “nos” não pode repentinamente referir-
se a todos os homens sem distinção, senão que deve referir-se
necessariamente a todos aqueles que são (ou que foram destinados para
que em algum tempo da história do mundo se tornassem) “santos e
crentes”, ou seja, a todos os que, tendo sido separados pelo Senhor
com o propósito de glorificá-lo, o abracem por meio de uma fé viva.
É por esta razão contextual (e também por outras) que não posso
concordar com a argumentação de Karl Barth, de que em conexão com
Cristo todos os homens, sem distinção, são eleitos, e que a distinção
básica não é entre eleitos e não-eleitos, e sim entre os que têm consciência
de sua eleição e os que não a têm.

(4) Seu Fundamento

O fundamento da igreja, de sua plena salvação do princípio ao fim,
conseqüentemente também de sua eleição, é Cristo. Paulo diz: “Ele
(‘o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo’) nos elegeu nele.” A
conexão entre os versículos 3 e 4 depende dessa frase. Poderíamos
trazer essa idéia a lume com a seguinte tradução: “Deus o Pai nos
abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, assim como nele nos
elegeu ....” Em outras palavras: no tempo, o Pai nos abençoou em
Cristo, assim como nos elegeu nele (em Cristo) desde toda a eternidade.
Embora alguns sustentem que “assim como” denote nada mais que
correspondência, no sentido de que existe perfeito acordo entre as
bênçãos e a eleição, visto que ambas são “em Cristo”, pode-se muito
bem perguntar se tal interpretação exaure o significado da palavra usada
no original.16 Além de um ponto de gramática (para a qual, ver a
nota 16), o ensino de Paulo é que a eleição desde a eternidade e os
passos subseqüentes na ordem da salvação não devem ser considerados
com detalhes independentes, mas, antes, como elos de uma corrente
de ouro, como em Romanos 8.29,30 nos faz ver mui claramente.
A eleição, pois, é a raiz de todas as bênçãos subseqüentes. É como
Jesus disse em sua oração na qualidade de Sumo Sacerdote: “... a fim
de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste” (17.2b). Ver
também João 6.37,39,44; 10.29. Em conseqüência, visto que a eleição
é desde a eternidade, que é o fundamento de todas as bênçãos subseqüentes,
e que além de tudo é “nele”, então Cristo não é apenas o
fundamento da Igreja, mas é seu Fundamento Eterno.
Agora vem à mente a pergunta: Como entender o fato de que é em
Cristo que os santos e crentes foram eleitos? A resposta freqüentemente
dada é a seguinte: foi determinado no conselho de Deus que em
algum ponto do tempo essas pessoas viriam a crer em Cristo. Ainda
que isso se acha sem dúvida também implícito, contudo não é resposta
suficiente e não faz justiça a tudo quanto Paulo e os demais escritores
inspirados ensinaram acerca deste importante ponto. A resposta básica
deve ser que desde antes da fundação do mundo Cristo foi o Representante
e Fiador de todos aqueles que, em alguma ocasião, seriam recolhidos
no redil. Isso foi necessário, porquanto a eleição não é uma anulação
de atributos divinos. Já ficou estabelecido que na tela de fundo
do decreto de Deus está o sinistro fato de que os eleitos são considera-
dos, desde o princípio, completamente indignos, envoltos em ruína e
perdição. Ora, o pecado deve ser castigado. As exigências da santa lei
de Deus precisam ser satisfeitas. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo, através da eleição, não cancela sua justiça nem abole as exigências
de sua lei. Como pode, pois, ser possível que Deus outorgue uma
bênção tão imensa, tão gloriosa e tão fundamental, como é a bênção da
eleição, aos “filhos da ira”, sem ir de encontro à sua própria essência e à
inviolabilidade de sua santa lei? Responde-se que isso é possível devido
à promessa do Filho (em plena consonância com o Pai e o Espírito Santo):
“Eis aqui estou, no rol do livro está escrito a meu respeito; agradame
fazer tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está tua lei”
(Sl 40.7,8. Cf. Hb 10.5-7; Gl 4.4,5; Fp 2.6-8). Em Cristo, pois, os santos
e crentes, ainda que inicialmente e por natureza completamente indignos,
são justos aos próprios olhos de Deus, porquanto Cristo prometeu
que satisfaria todas as exigências da lei em lugar deles, promessa que
teve também completo cumprimento (Gl 3.13). Esta justiça forense é
fundamental para todas as demais bênçãos espirituais. Portanto,

“Somente a ti, ó Deus, se deve
Toda glória e renome;
Não ousamos tomar-te
Nem te privar de tua coroa.
Tu mesmo foste nosso Fiador
No plano da redenção divina;
Em ti sua graça nos foi concedida
Antes que o mundo começasse.”
(Augustus M. Toplady, 1774,
revisado por Dewey Westra, 1931)

(5) Seu Tempo

Diz-se que esta eleição ocorreu “antes da fundação do mundo”, ou
seja, “desde a eternidade”. Além disso, uma vez que ela ocorreu “nele”,
tudo se afigura de maneira razoável, porquanto ele é aquele cujo “precioso
sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula, conhecido,
com efeito, antes da fundação do mundo ...” (1Pe 1.19,20).17 A
imutabilidade do eterno plano de Deus relativa a seus eleitos não foi
uma invenção paulina. Foi o ensino do próprio Jesus. Foi ele quem
referiu aos que amou como aqueles que lhe foram dados (ver Jo 6.39;
17.2,9,11,24; cf. 6.44). O fato de haver prometido efetuar a expiação
por eles, desde toda a eternidade, pode muito bem ter sido um elemento
a entrar no amor do Pai por ele; conferir as palavras da oração sacerdotal:
“Pai, minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo
os que me deste, para que vejam minha glória que me conferiste,
porque me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.24). Nesta e
em passagens afins (ver também Mc 13.35 e Hb 4.3) o universo é visto
como um edifício, e sua criação é vista como a colocação do fundamento
desse edifício.

O ponto que deve ser enfatizado nesta conexão é que, se mesmo os
destinados à vida eterna já haviam sido eleitos, então toda a glória de
sua salvação pertence a Deus, e a ele só. Portanto, “Bendito (seja) o
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo!” Ver 2.5,8-10.

(6) Seu Propósito

O propósito da eleição se encontra nas palavras para que fôssemos
santos e irrepreensíveis perante ele. É digno de especial consideração
que Paulo não diz: “O Pai nos elegeu porque previu que iríamos
ser santos, etc. Ele diz: “para que (ou: a fim de que) fôssemos
santos”, etc. A eleição não foi condicionada pela previsão dos méritos
humanos, nem ainda pela previsão de sua fé. Ela é a raiz da salvação,
não seu fruto! Não obstante, também permanece verdadeiro que a responsabilidade
e auto-atividade do homem em nada se diminuem. Quando
o decreto divino para a salvação é historicamente efetuado na vida
de um indivíduo, isso não sucede através de coação externa. Ele motiva,
capacita, atua. Impele, porém não compele. A melhor descrição provavelmente
seja a que se acha em Os Cânones de Dort III e IV. 11,12.
“Além disso, quando Deus executa este seu beneplácito nos eleitos,
ou opera neles a verdadeira conversão, não só determina que o
evangelho lhes seja previamente pregado, e que se lhes ilumine poderosamente
suas mentes pelo Espírito Santo, a fim de que entendam e
discirnam corretamente as coisas que são do Espírito Santo, mas também,
pela eficácia do mesmo Espírito regenerador, permeia os recessos
mais íntimos do homem, abre o coração que está fechado, quebranta
o que está endurecido, circunda o que está incircunciso, infunde na
vontade novas qualidades, e faz que a vontade outrora morta seja vivificada,
a qual, em vez de má, é agora boa; que tinha má vontade, e que
agora tem boa vontade; que era rebelde, mas que agora é obediente; ele
agiliza e fortalece de tal maneira essa vontade para que seja capaz de
ser árvore boa e produza frutos de boas obras ... Assim a vontade, uma
vez renovada, não só é agilizada e movida por Deus, mas também, uma
vez dinamizada pelo Espírito, ela mesma se torna também ativa. Pelo
que se diz corretamente que o homem mesmo, em virtude da graça
recebida, crê e se arrepende.” (Ver Fp 2.12,13 e 2Ts 2.13.)
À luz do propósito já estabelecido, é evidente que a eleição não
conduz o homem apenas metade do caminho, e sim o conduz o caminho
todo. Não meramente o traz à conversão; na verdade, o traz à perfeição.
Propõe-se a fazê-lo santo – e nada menos que esta é a meta
consciente daqueles em cujos corações Deus já começou a operar seu
plano de eterna eleição. E sua meta começa nesta presente vida (Lv
19.2), chegando à sua total e final realização no porvir (Mt 6.10; Ap
21.27).

A perfeição absoluta e imutável da meta ética recebe uma ênfase
adicional através da frase “diante dele”, ou seja, diante de Deus em
Cristo. O que se deve levar mais em conta não é o que somos pela
avaliação dos homens, e sim o que somos aos olhos de Deus.

Livro Comentários do Novo Testamento - William Hendriksen - Pág. 89-94

domingo, março 23, 2014

Preservação dos Santos

PRESERVAÇÃO DOS SANTOS
Roberto C. Forte 

Paulo, com toda a convicção de que Deus o preservaria até o fim, disse: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:38-39)

Se Paulo não tivesse a convicção de que é Deus quem preserva a sua vida até o fim, ele estaria sendo presunçoso, mas não, pois em outra carta, ele diz: “porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.” (2 Timóteo 1:12)

Outra vez, com toda a convicção, ele afirma: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:6)

Repare nas afirmações de Paulo, ele usa: "porque estou certo de que”, e ainda “porque eu sei em quem tenho crido”, e mais: “Tendo por certo isto mesmo”. Somente uma clara revelação do Senhor dada a Paulo o fez ter tanta certeza da segurança da salvação! Paulo não era auto-confiante, mas confiava naquele que “é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” (Judas 1:24)

Que conforto! Que consolo! Jesus disse que suas ovelhas jamais perecerão, e que ninguém as arrebatará de suas mãos (Jo 10:27-28).


O Cristão Pode Julgar?

O CRISTÃO PODE JULGAR? 
Roberto C. Forte

Jesus disse “não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1), mas também disse “julgai segundo a reta justiça” (Jo 7:24b), como resolver essa aparente contradição? O fato é que Mt 7:1 está se referindo ao julgamento hipócrita, é só continuar lendo os próximos versículos (2-5). Já o julgamento dito pelo Senhor Jesus em Jo 7:24 é o julgamento sobre alguma doutrina ensinada, pois ele diz nos versículos 16-17: “a minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo”. O julgamento hipócrita é condenado por Deus, mas o julgamento correto, baseado na Palavra de Deus, esse é o dever de todo o cristão verdadeiro, visto que Deus ordena que sua igreja julgue todas as coisas, segundo a reta justiça.

Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?” (1 Coríntios 6:2)

sábado, fevereiro 08, 2014

O que é compatibilismo? (2)

O compatibilismo é uma tentativa de conciliar a proposição teológica de que cada evento é causalmente determinado, ordenado e/ou decretado por Deus (ou seja, determinismo, para não ser confundido com o fatalismo) com o livre-arbítrio do homem. Promulgada inicialmente a partir de um ponto de vista filosófico pelos estoicos gregos e mais tarde por vários filósofos como Thomas Hobbes e David Hume, e de um ponto de vista teológico por teólogos como Agostinho de Hipona e João Calvino, o conceito do livre-arbítrio compatibilista afirma que, embora o livre-arbítrio do homem pareça inconciliável com a proposição do determinismo, ambos existem e são "compatíveis" um com o outro.

A base do conceito compatibilista do livre-arbítrio é o meio pelo qual o "arbítrio" será definido. Do ponto de vista teológico, a definição do arbítrio é visto à luz das verdades bíblicas reveladas sobre o pecado original e a depravação espiritual do homem. Estas duas verdades definem o "arbítrio" em relação ao homem caído como sendo enlaçado "de iniquidade" (Atos 8:23), um "escravo do pecado" (João 8:34, Romanos 6:16-17) e sujeito apenas ao seu "mestre", que é o pecado (Romanos 6:14). Como tal, apesar do arbítrio do homem ser "livre" para fazer o que quiser, ele deseja agir de acordo com a sua natureza, e já que a natureza do arbítrio caído é pecaminosa, cada intenção dos pensamentos do coração do homem caído é "má continuamente" (Gênesis 6:5, cf. Gênesis 8:21). Ele, sendo naturalmente rebelde ao que é espiritualmente bom (Romanos 8:7-8, 1 Coríntios 2:14), "não busca senão o mal" (Provérbios 17:11). Essencialmente, o homem é "livre" para fazer o que quiser, e faz exatamente isso, mas o homem simplesmente não pode fazer o que é contrário à sua natureza. O que o homem "deseja" fazer está sujeito e determinado unicamente pela sua natureza.


Aqui é onde o compatibilismo faz a distinção entre o homem tendo um livre-arbítrio e sendo um "agente livre." O homem é "livre" para escolher o que é determinado pela sua natureza ou pelas leis da natureza. Para ilustrar, as leis da natureza proíbem o homem de ser capaz de voar, mas isso não significa que o homem não seja livre. O agente, o homem, só é livre para fazer o que a sua natureza ou as leis da natureza permitem que faça. Teologicamente falando, embora o homem natural seja incapaz de submeter-se à lei de Deus (Romanos 8:7-8) e incapaz de vir a Cristo se o Pai não o trouxer a Ele (João 6:44), o homem natural ainda atua livremente no que diz respeito à sua natureza. Ele livremente e ativamente suprime a verdade em injustiça (Romanos 1:18) porque a sua natureza torna-o incapaz de fazer o contrário (Jó 15:14-16, Salmo 14:1-3; 53:1-3, Jeremias 13:23; Romanos 3:10-11). Dois bons exemplos da confirmação de Jesus deste conceito podem ser encontrados em Mateus 7:16-27 e Mateus 12:34-37.


Com a distinção entre o livre-arbítrio e livre agência definida, o compatibilismo então aborda a natureza da livre agência do homem em relação à proposição teológica conhecida como determinismo e / ou à verdade bíblica da natureza onisciente de Deus. A questão fundamental é como o homem pode ser responsabilizado por seus atos se suas ações sempre iriam ocorrer (ou seja, o futuro não está sujeito a alterações) e não poderia ter sido qualquer coisa diferente do que ocorreu. Embora existam numerosas passagens da Escritura que se referem a este problema, há três principais passagens para examinar.


A história de José e seus irmãos

A primeira é a história de José e seus irmãos (Gênesis 37). José foi odiado por seus irmãos porque seu pai, Jacó, amava a José mais do que qualquer de seus outros filhos (Gênesis 37:3) e por causa dos sonhos de José e sua interpretação (Gênesis 37:5-11). Em um momento oportuno, os irmãos de José o venderam como escravo para mercadores midianitas viajantes. Em seguida, eles mergulharam a sua túnica no sangue de um bode morto para enganar seu pai a pensar que José havia sido atacado por um animal (Gênesis 37:18-33). Depois de muitos anos, durante os quais José foi abençoado pelo Senhor, os irmãos de José conheceram-no no Egito e José se revela a eles (Gênesis 45:3-4). É a discussão de José com seus irmãos que é mais pertinente para a questão:

“Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como governador sobre toda a terra do Egito” (Gênesis 45:8).


O que torna esta afirmação surpreendente é que José havia dito anteriormente que seus irmãos tinham, de fato, vendido-o no Egito (Gênesis 45:4-5). Alguns capítulos depois, o conceito do compatibilismo é apresentado:


"Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida" (Gênesis 50:20).


A história de Gênesis nos conta que, de fato, os irmãos venderam José para o Egito. No entanto, José deixa claro que Deus é quem o tinha feito. Aqueles que rejeitam o conceito de compatibilismo diriam que este versículo está simplesmente afirmando que Deus "usou" as ações dos irmãos de José para o bem. No entanto, isso não é o que diz o texto. De Gênesis 45-50, somos informados de que (1) os irmãos de José enviaram José para o Egito, (2) Deus enviou a José para o Egito, (3) os irmãos de José tinham más intenções em enviar José para o Egito, e (4) Deus tinha boas intenções em enviar José para o Egito. Então, a pergunta fica: quem enviou José para o Egito? A resposta desconcertante é que ambos (os irmãos de José e Deus) o fizeram. Foi uma só ação sendo realizada por duas entidades, os irmãos e Deus, simultaneamente.


A comissão da Assíria

A segunda passagem que revela o compatibilismo é encontrada em Isaías 10, uma passagem profética de advertência ao povo de Deus. Assim como divinamente prometido em Deuteronômio 28-29, Deus está enviando uma nação para punir o seu povo dos seus pecados. Isaías 10:6 diz que a Assíria é a vara da ira de Deus, "enviada" contra o Seu povo para "tomar o despojo, para arrebatar a presa, e para os pisar aos pés, como a lama das ruas." Note, no entanto, o que Deus diz sobre a Assíria:

“Todavia ela [Assíria] não entende assim, nem o seu coração assim o imagina; antes no seu coração intenta destruir e desarraigar não poucas nações” (Isaías 10:7).


A intenção de Deus na invasão assíria é infligir o Seu julgamento justo contra o pecado, e a intenção dos assírios é "destruir e desarraigar muitas nações". Dois propósitos diferentes, duas entidades diferentes agindo para realizar esse efeito com uma única ação. Como lemos ainda, Deus revela que, embora essa destruição seja determinada e decretada por Ele (Isaías 10:23), Ele ainda vai punir os assírios por causa da "arrogância do seu coração e a pomba da altivez dos seus olhos" (Isaías 10:12, cf. Isaías 10:15). Embora o próprio Deus tivesse infalivelmente determinado o julgamento de um povo rebelde, Ele enxerga aqueles que trouxeram o julgamento como os responsáveis por suas próprias ações.


A crucificação de Jesus Cristo

A terceira passagem da Escritura que fala do compatibilismo é encontrada em Atos 4:23-28. Como revelado em Atos 2:23-25, a morte de Cristo na cruz foi realizada pelo "determinado conselho e presciência de Deus". Atos 4:27-28 revela ainda que as ações de Herodes, de Pôncio Pilatos, dos gentios e do povo de Israel tinham sido determinadas e decretadas pelo próprio Deus a ocorrerem quando "ajuntaram-se contra o Senhor" Jesus e fizeram "tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse." Embora Deus tivesse determinado que Cristo havia de morrer, os responsáveis por sua morte ainda eram culpados por suas ações. Cristo foi condenado à morte por homens maus, mas "foi da vontade do Senhor esmagá-lo" (Isaías 53:10). Mais uma vez, a resposta para a pergunta "quem colocou Jesus à morte?" é Deus e as pessoas ímpias - dois propósitos realizados por duas entidades dentro de uma única ação.

Há outras passagens da Escritura que dizem respeito ao conceito de compatibilismo, como Deus endurecendo os corações dos indivíduos (por exemplo, Êxodo 4:21, Josué 11:20, Isaías 63:17). Embora o compatibilismo pareça desconcertante para nós (Jó 9:10, Isaías 55:8-11, Romanos 11:33), esta verdade foi revelada pelo próprio Deus como o meio pelo qual Seu decreto soberano se reconcilia com a vontade do homem. Deus é soberano sobre todas as coisas (Salmo 115:3, Daniel 4:35, Mateus 10:29-30), Deus sabe todas as coisas (Jó 37:16, Salmo 147:5, 1 João 3:19-20), e o homem é responsável pelo que faz (Gênesis 18:25; Atos 17:31; Judas 1:15). Verdadeiramente, os Seus caminhos são insondáveis (Jó 9:10, Romanos 11:33), e por isso devemos confiar no Senhor de todo o coração e não nos apoiar em nosso próprio entendimento (Provérbios 3:5-6).



Fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/compatibilismo.html#ixzz2slqq4FA4

O que é compatibilismo?

D.A Carson apresenta uma boa introdução quando ele argumenta que as duas proposições seguintes são ambas ensinadas e exemplificadas na Bíblia:

Deus é absolutamente soberano, mas sua soberania demonstrada nas Escrituras nunca reduz a responsabilidade humana. Os seres humanos são criaturas responsáveis: elas escolhem, elas acreditam, elas desobedecem, elas respondem, e há uma significância moral em suas escolhas, mas a responsabilidade humana nunca trabalha nas Escrituras diminuindo a soberania de Deus ou fazendo Deus absolutamente contingente.

Carson argumenta, com razão, que “nós tendemos usar um para diminuir o outro, temos a tendência de enfatizar um em detrimento do outro. Mas uma leitura responsável da Escritura proíbe tal reducionismo”.

“Centenas de passagens”, ele sugere, “poderia ser explorada para demonstrar que a Bíblia assume tanto que Deus é soberano quanto que as pessoas são responsáveis ​​por suas ações. Por mais difícil que seja para muitas pessoas do mundo ocidental chegar em um acordo dessas duas verdades ao mesmo tempo, é preciso uma grande dose de criatividade interpretativa para argumentar que a Bíblia não apóia isso”.

Carson trabalha brevemente através de um número de passagens representativas: Gênesis 50:19-20; Levítico 20:7-8; 1 Reis 11:11-13,29-39; 12:1-15 (cf. 2 Reis 10:15; 11:04) 2 Samuel 24; Isaías 10:5-19; João 6:37-40; Filipenses 2:12-13; Atos 18:9-10 e Atos 4:23-30. Incentivo aos leitores a estudar cada passagem no contexto e ver se se comportam com as duas declarações de Carson acima.

Depois de observar Atos 4:23-30, Carson revela:

Cristãos que negam o compatibilismo acabam se tornando compatibilistas mais adiante (sabendo ou não) quando pensam sobre a cruz. Não há alternativa, a não ser negar a fé. E se estamos preparados para ser compatibilistas quando pensamos sobre a cruz, isto é, para aceitar ambas as proposições – ou seja, aceitar ambas as proposições que eu demonstrei no título deste capítulo como verdade, como eles são aplicados para a cruz – isto é apenas um pequeno passo para a compreensão de que o compatibilismo é ensinado ou pressuposta em toda a Bíblia.

Em outra parte, ele escreve: "No Calvário , todos os cristãos têm de admitir a verdade destas duas afirmações [acima], ou desistir em afirmar que são cristãos".

Eu particularmente aprecio a conclusão de Carson quando ele localiza a base mais profunda do compatibilismo:

Então, eu sou levado a observar que não somente o compatibilismo é ensinado na Bíblia, mas que está ligada à própria natureza de Deus, e, por outro lado, sou levado a observar que a minha ignorância sobre muitos aspectos da natureza de Deus é precisamente essa mesma ignorância que me instrui a não seguir os caprichos de muitos filósofos contemporâneos que negam que o compatibilismo é possível. O mistério da providência, em primeiro lugar, não está localizado nos debates sobre decretos, sobre o livre-arbítrio, sobre o lugar de Satanás, e assim por diante. Ele está localizado na doutrina de Deus.

Tradução: Roberto de Carvalho Forte.

Fonte: http://thegospelcoalition.org/blogs/justintaylor/2013/06/17/we-are-all-compatibilists-at-the-cross/

sábado, janeiro 04, 2014

Será que Deus ordenou a queda? - Paul Washer


A palavra "ordenar" significa colocar em ordem, organizar, ou nomear. Para perguntar se Deus ordenou a queda é de perguntar se ele colocá-lo em ordem, arranjado, ou nomeados que ocorrem. Outras palavras que carregam significado semelhante são: "decreto", "predeterminar" e "predestinar" Será que Deus determinou de antemão ou decretou  que a queda deveria ocorrer.? A resposta a esta pergunta é "sim", mas temos de ter muito cuidado para que nós entendemos o que isto é, e não quer dizer.

Ordenação da queda de Deus não significa que Ele forçou Satanás para seduzir os nossos primeiros pais, ou que Ele lhes coagido a ignorar seu comando. O que as criaturas de Deus fez, eles fizeram de bom grado. Deus é santo, justo e bom. Ele não pode pecar, não pode ser tentado pelo pecado, e Ele não tenta ninguém a pecar.


Ordenação da queda de Deus significa que ela estava certo para acontecer. Foi a vontade de Deus que Adão ser testado, e que era a vontade de Deus para deixar Adão tanto de pé e cair sozinho, sem o auxílio divino que poderia tê-lo impedido de cair. Deus poderia ter impedido Satanás de colocar a tentação antes de Eva, ou em face de tal tentação Ele poderia ter dado a Adão graça sustentadora especial para capacitá-lo a triunfar sobre ele. A partir do testemunho das Escrituras, entendemos que Ele não o fez.


Ordenação da queda de Deus também significa que ele era uma parte de Seu plano eterno. Antes da fundação do mundo, antes da criação de Adão e Eva e a serpente que tentaram a eles, antes da existência de qualquer jardim ou árvore, Deus ordenou a queda para a Sua glória e para o bem maior da Sua criação. Ele não se limitou a permitir os nossos primeiros pais, para ser tentado e depois esperar para reagir a qualquer escolha que eles fizeram. Ele não se limitou a olhar através dos corredores do tempo e ver a queda. Em vez disso, a queda foi uma parte do plano eterno de Deus e Ele predeterminado ou predestinado que deveria e iria acontecer.


Neste ponto, uma questão muito importante que surge é:


"Deus é o autor do pecado?"


Esta questão pode e deve ser respondida com uma negativa forte. Deus não é o autor do pecado, nem Ele coagir os homens a pecar contra Deus. Embora Ele predeterminado que a queda deveria e iria acontecer, Ele também pré-determinada que deve acontecer por meio das ações dispostas de Satanás, Adão e Eva. Apesar de nossas mentes finitas não podem compreender totalmente como Deus pode ser absolutamente soberano sobre todos os acontecimentos da história e sobre cada ato individual sem destruir a liberdade individual, as Escrituras estão repletas de exemplos que demonstram que isso é verdade. José foi vendido como escravo, como resultado do pecado voluntário de seus irmãos, e ainda no final da história, José declara: "Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida''(Gênesis 50:20).O Filho de Deus foi crucificado como resultado do pecado e da hostilidade para com Deus intencional do homem, no entanto, Deus tinha ordenado ou pré-determinado a morte de Cristo antes da fundação do mundo. Nas Escrituras, lemos:


"...a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos;'' (Atos 2:23)

"Porque em verdade nesta cidade se ajuntaram contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel, para fazer o que a tua mão eo teu propósito predestinado a ocorrer." - Atos 4:27-28

A partir das Escrituras, vemos que Deus faz ordenar ou predeterminar um evento a ocorrer e ainda leva para passar pelo pecado voluntário dos homens. Ele faz isso sem ser o autor do pecado ou coagi-los a fazer o que é contra a sua vontade. Homens maus, voluntariamente pregaram Jesus Cristo na cruz e foram responsáveis ​​por suas ações, mas o evento inteiro foi de acordo com o plano predeterminado de Deus. A queda de Satanás, e da queda depois da raça humana através de Adão e Eva, foram os resultados de seu próprio pecado para que apenas eles foram os responsáveis, e ainda os eventos aconteceu de acordo com o ordenado, pré-determinada, o plano predestinado de Deus . Deus decretou um grande propósito eterno para a Sua criação e ordenou todos os eventos da história pelo qual o efeito está sendo cumprida. Nada, nem mesmo a queda do homem ou a morte do Filho de Deus, ocorre além do decreto soberano de Deus.


"Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis ​​são os seus juízos e inescrutáveis ​​os seus caminhos! Pois "quem conheceu a mente do Senhor, ou quem se tornou seu conselheiro?" Ou "quem primeiro deu a ele que ele pode ser pago de volta a Ele de novo?" Porque dele, e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém ". -Romanos 11:33-36


"... Nele também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade ...."-Efésios 1:10-11


Fonte:A verdade sobre o homem, pgs 26-28.-

quarta-feira, junho 26, 2013

Cindy Jacobs, a Falsa Profetisa

Cindy Jacobs é uma herege!



A mulher que se auto-intitula profetisa, Cindy Jacobs, recentemente alertou as pessoas da herança natural americana, para que eles "se arrependessem do animismo dos seus antepassados", porque eles são particularmente vulneráveis ​​aos maus espíritos.

Em um episódio da sua série na web "10 Minutos na Escola da Oração" , na semana passada, Jacobs disse que o espírito Leviathan, descrito em Jó 41, é muitas vezes a causa de divórcio, guerras tribais, igreja dividida, brigas de família, rivalidades entre irmãos, ministérios quebrados."


"Se você tem em sua linhagem qualquer ligação, sangue americano, por exemplo - nem todos os americanos adoravam a serpente ou crocodilo, muitos o fizeram - você pode renunciar a isso se se arrepender da iniqüidade dos antepassados", ela explicou. "Se você é - talvez você é mexicano e você pode ter sangue indígena em você ou sangue Maia, aqueles que têm sangue asteca de qualquer forma, você precisa se arrepender pelo pecado de animismo antes de começar a lidar com esse espírito."
Comentário: Cindy, você não tem idéia do que a teologia é ou o que o cristianismo ensina. As pessoas não podem se arrepender pelos atos dos outros. Isso demonstra um completo fracasso de compreensão. Cindy, você precisa se arrepender de seus ensinos heréticos, e deixar de enganar as pessoas que, ignorantemente, acreditam em você.
E essas pessoas vão ter de se arrepender por si mesmas. 
[Quanto à sua "eisegese" da Escritura, como citado acima, você é irreparável, então não há sentido em se preocupar em ajudar você a entender].
[Com agradecimentos a Irene Hahn].

Traduzido por: Roberto de Carvalho Forte

Original:  
http://zwingliusredivivus.wordpress.com/2013/06/04/cindy-jacobs-is-a-false-teaching-heretic/



domingo, fevereiro 17, 2013

PRECISAMOS DE UM AVIVAMENTO ESCRITURÍSTICO!


Quando o fogo da lareira está se enfraquecendo, você precisa fortalecê-lo, ou "reanimá-lo". Caso NÃO, sentirá frio; não é verdade?

O avivamento é análogo a isso!




Sabe-se que têm os desigrejados, os fracos na fé, e outros desviados. Estes, simplesmente, NÃO obedeceram ao que o apóstolo Paulo exorta na Epístola dele, aos tessalônicos. VEJA: 1 Tessalonicenses 5:19.

Por outro lado, a igreja deixou de expor a Escritura na sua pureza, ou integridade. Expõe-a de um modo deturpado, mencionando texto fora do seu contexto. Ou mesmo incrementam, ou mesmo, removem alguns termos do texto bíblico. O texto fora do contexto perde o seu propósito exortativo, denunciativo e instrutivo da mensagem. Abandonou a verdade da Cruz, e não combatem mais contra o pecado; e, por conseguinte, a santificação tornou-se irrelevante. É impossível expor a Escritura sem denunciar os pecados do homem. O principal propósito da Escritura é: "tratar com os pecados recônditos no coração do homem".

Isto explica o porquê que precisamos URGENTEMENTE de um avivamento escriturístico no mundo. Contudo, o avivamento só começa quando o Cristo da Escritura é anunciado a humanidade.

A Escritura é como o espelho que reflete a pessoa de Cristo, desde a primeira folha até à última da Bíblia.

- Escrito por um discípulo de Cristo -

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

A Depravação Humana

Nenhum dos filósofos, religiosos ou antropólogos enfatizaram o ARREPENDIMENTO, e nem tampouco, o ensino da JUSTIFICAÇÃO. Acaso, estes líderes têm anunciado a importância da regeneração? É óbvio que, NÃO! O que têm anunciado, então? O lema deles é: "Que Deus se agrada quando praticamos boas obras. Que sejamos praticantes de obras meritórias, e Deus nos aprovará". Puro engano!

São incapazes de afirmar que devemos nos entristecer, e sentir-se miserável diante de Deus (Tiago 4:9, Eclesiastes 7:3). Sentir-se, miserável e depravado por causa do pecado. Enojar-se de si mesmo por causa do pecado. Que o homem NÃO é bom aos olhos de Deus, pois todos se desviaram, e seguem vivendo conforme a vontade própria (Isaías 53:6; Romanos 3:23). À propósito, sabe o que significa o termo "desgarrado"? Significa que se desviou do caminho certo, ou que se tornou libertino. Que vive sem regras divinas estabelecidas claramente nas Escrituras Sagradas (Mateus 22:29).

Conhecer-se; a essência de si. Este é o primeiro passo para que a fé salvífica possa "nascer" no coração. A Escritura afirma que NÃO existe NADA de bom no homem (Romanos 3:10). E, somente DEUS é bom. (Lucas 18:19). Caso ainda duvide, então folheie a sua Bíblia Sagrada, e localize-se no livro de Mateus 15:18-20. Aqui neste trecho, Jesus revela o que existe no coração do homem.

Bíblia Online: www.bibliaonline.com.br

- Escrito por um discípulo de Cristo -

Seguidores